São Paulo ganhou destaque em um ranking mundial e, ao contrário do que é costumeira, a lista referia-se à redução de tráfego em nível mundial. A maior cidade da América Latina caiu nada mais do que 51 posições, saindo de um vergonhoso 7º lugar para ocupar um 57º, por conta de algumas inovações no cenário.

Muitos motivos são responsáveis por esse resultado impressionante. No entanto, dentre as medidas tomadas para melhorar o trânsito na capital (criação de ciclovias, construção de corredores de ônibus e faixa exclusivas para táxi, aumento da quantidade de integrações viárias, etc.) a liberação legal do Uber ganhou destaque.

Diferente, disruptivo e controverso, o aplicativo intermedeia o serviço prestado por um motorista cadastrado e um passageiro por meio do celular. Para um milhão de passageiros que utilizam o serviço todos os dias, o Uber é, com certeza, uma inovação e o futuro do transporte das grandes cidades.

Em São Paulo, os números demonstram os resultados. Muitas pessoas venderam seus carros ao constatarem que andar até 20 km de Uber economiza cerca de 9 mil reais por ano. Com a diminuição de carros nas ruas, a cidade ganhou fluidez. A ideia é tão revolucionária que já ameaça o futuro das grandes montadoras. Em parceria inédita, a Volkswagen anunciou que pretende investir em mobilidade urbana. Os carros parecem, agora, algo ultrapassado.

Qual é o segredo da inovação da Uber?

Isso é o que podemos chamar de algo inovador. A Uber oferece um serviço diferente, com melhor qualidade do que o atual (táxis) e ainda cobra um preço mais baixo. Quantas vezes você viu isso acontecer? Serviço melhor e mais barato? A Uber é tão revolucionária que nos remete a um momento específico da história: a revolução industrial, quando com auxílio da tecnologia foi possível fazer um produto com qualidade superior custando menos.

A Uber chegou para popularizar o transporte individual assim como em outros tempos, a P&G e a Unilever tornaram o uso de sabonetes e detergentes acessível. E está fazendo isso com extremo sucesso. Em menos de cinco anos de operação, a empresa está presente em 56 países e em 300 cidades e levantou 5,9 bilhões de dólares de investidores de risco. Seu patrimônio é avaliado em 41 bilhões de dólares.


Quais as estratégias por detrás do Uber?

Claro que toda grande ideia tem uma grande estrutura por detrás. As estratégias de comunicação é composta por um hub de assessoria de imprensa + demonstração gratuita dos serviços. Além disso, a empresa mima seus clientes com bônus surpresas e outros descontos. Isso não é uma inovação mas cria uma atmosfera boa, uma relação de reciprocidade entre o consumidor e a marca. No momento em que você ganha um bônus de R$ 20,00, o sentimento instantâneo é de gratidão. Além de criar um senso se urgência e de utilização do serviço naquele mesmo dia.

O que acontece no final é o que chamamos de “goodwill”, uma expressão em inglês para essa simpatia que os clientes possuem por uma marca. As interações positivas são levadas em conta nos momentos de deslize da marca.

A simpatia construída por um serviço mais prazeroso (os motoristas são bem-humorados, oferecem balas e água, o carro é mais confortável, etc) somada a proibição das autoridades ao serviço faz com que todos os usuários se unam e lutem por um bem maior. Isso é uma jogada de marketing e tanto. O Uber previu esse conflito com as prefeituras e os taxistas como forma de aparecer na mídia. E a tendência é que as cidades aprovem o uso, assim como São Paulo, o que cria a áurea de que o bem venceu o mal.

A batalha UBER na sociedade

O sucesso do Uber está na entrega de uma proposta de valor totalmente engajadora, que minimizou o problema de transporte público, com apoio da população e que luta contra o “opressor” representado pelos taxistas. Todo esse conjunto faz com que o Uber tenha um papel importante na nossa sociedade atual e o transforma em um ícone do que existe de modernidade, evolução e futuro. Nada mal para uma empresa que existe há cinco anos, não?

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