A ERA DO OTIMISMO

Os profissionais de marketing tem redefinido o otimismo, afastando-se da perspectiva idealista e rumo a um futuro mais positivo, apoiado em dados concretos. Apesar da enorme quantidade de más notícias e informações na mídia, as estatísticas mostram que o mundo está de fato melhorando.

Ser otimista não significa que tudo é brilhante e feliz em todos os momentos. É sobre ver a possibilidade e não a dificuldade da situação em que você está.

E como isso se aplica para as marcas?

ESPALHANDO FELICIDADE

As marcas têm explorado a ideia de buscar e compartilhar a felicidade.

A Soulcycle se uniu ao novo impulso do ano novo para lançar seu “desafio da felicidade” de 2019, um programa de um mês promovendo hábitos de condicionamento saudável e mindfulness: “A felicidade não é algo que simplesmente acontece com você – é um hábito, uma prática diária.”

A empresa de entrega de alimentos Online Deliveroo projetou seu novo propósito de marca como a busca incessante de proporcionar “felicidade alimentícia”. Celebrando a felicidade e liberdade de comer em todas suas formas, desde um hambúrguer em um sábado de ressaca à uma tarde de drinks e chocolates.

OTIMISMO RADICAL

Nestes tempos de divisão, os profissionais de marketing se concentram no poder da unidade, ao adotar um olhar positivo em relação à nossa comunidade cada vez mais global.

A campanha de mídia social “Together is Beautiful” da Coca-Cola incentiva as pessoas a compartilhar selfies celebrando o que as torna bonitas e diferentes. A mensagem visa “espalhar otimismo, uma garrafa de cada vez, ou talvez duas garrafas para compartilhar”, e aproximar as pessoas, independentemente de raça, sexo, religião, profissão ou ponto de vista.

A campanha “UnravelHate” da Peace Collective transforma um chapéu MAGA, segmento por fio, em um chapéu “Bem-vindo ao Canadá”, transformando-o em uma mensagem de aceitação e esperança. Concentrando-se em experiências humanas, “uma mente aberta é a melhor aparência”.

POSITIVIDADE

As marcas adotaram mensagens positivas no futuro, mostrando como os dados podem criar experiências positivas para o usuário. A Hard Lemonade de Mike lançou “The Brighter Times” para lembrar as pessoas do “potencial de propagação da alegria” de boas notícias com um “bloqueador de anúncios (S)” para os leitores do Washington Post que só mostraram boas notícias.

No spot HomePod da Apple, a bailarina FKA Twigs é trazida para fora da sua existência monótona, solitária e corporativa por Siri a tocar DJ, com o seu apartamento a tornar-se num mundo de cor e brilho. Canalizando A canção dos Beatles “Help”, a Vodafone foi rebatizada globalmente para o campeão “Future Optimism”, também destacando os efeitos positivos que a tecnologia terá nos próximos anos.

CONSTRUÇÃO DE MARCAS

O ano passado viu o surgimento de grupos de moda liderados por jovens com foco em trazer felicidade e otimismo para a indústria. O “rótulo de estilo de vida otimista” baseado em Los Angeles, Madhappy, dedica-se a oferecer streetwear e clássicos para os Millennials, enquanto enfrenta questões sociais.

A marca lançou um blog sobre conversas sobre saúde mental com figuras populares como a estilista de celebridades nigeriana Ugo Mozie, o designer Colby Mugrabi e o DJ e empresário canadense Brendan Fallis. A Happiness Aleatória também surgiu como um coletivo de “criadores e agentes de mudança, comprometidos com a felicidade como uma ferramenta revolucionária”.

Colabora com universidades e empresas para criar workshops voltados para o futuro e cria trabalhos artísticos para que museus e galerias “mudem o status quo infeliz”.

Fonte: wgsn