Do alinhamento entre consumidores e empresas, ao conserto de produtos ou combate à escassez de água. Quais serão as  principais tendências em sustentabilidade em 2019 e como vão impactar o consumo?

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ERA DO PÓS PLÁSTICO

Se 2018 marcou o começo do fim do plástico, em 2019 veremos surgir alternativas biológicas e orgânicas para tudo, desde produtos de beleza e de couro até carnes.

De acordo com uma pesquisa realizada em abril de 2018, pelo Earthwatch Institute, 99% dos entrevistados disseram se sentir:

preocupados ou muito preocupados com a poluição do meio ambiente por causa do plástico, e 91% gostaria de reduzir o consumo do material, embora 72% tenha dito que a falta de alternativas os impedia de fazer isso.

A pesquisa apontou também que 80% das pessoas faria mais para reduzir o desperdício caso houvesse mais opções disponíveis ao plástico.

A mensagem é clara – os consumidores ficarão satisfeitos em usar menos plástico se tiverem os meios para fazer isso.

Empresas de embalagem, como Macpac, Scandolara Eco e Bettix, desenvolveram embalagens para envio de encomendas pelo correio feitas à base de plantas e cana de açúcar, além de produtos reciclados que eliminam a necessidade do uso de até 40% de matéria-prima virgem.

Para as empresas que comercializam produtos on-line, as soluções sustentáveis de envio também estarão no radar dos consumidores em 2019.

As marcas precisarão ir além das mensagens simplistas e agir de verdade, já que os consumidores vão priorizar as empresas que tenham os mesmos valores que eles.

COMBATE À FALTA DE ÁGUA

Atualmente, dois terços da população global têm problemas de racionamento de água ao menos em um mês do ano, e as Nações Unidas preveem que, até 2025, 1,8 bi de pessoas passarão por momentos de absoluta falta de água.

Embora os EUA façam parte de uma lista seleta de países com os melhores índices de água potável, em 2016, 17,6 mi de pessoas foram atendidas por sistemas de abastecimento de água que violavam os padrões de níveis de chumbo e cobre da agência de proteção ambiental americana.

Algumas iniciativas têm surgido. Na Califórnia, a Lagunitas Brewing Company apresentou o “EcoVolt Membrane Bioreactor”, um equipamento que elimina 90% dos poluentes do sistema de abastecimento da empresa e permite que a água seja reutilizada no local. A empresa estima que essa iniciativa reduza o consumo de água em até 40%.

ALÉM DA RECICLAGEM

Em 2018, os consumidores nunca se preocuparam tanto com o impacto ambiental provocado por embalagens de plástico descartadas, após serem usadas uma única vez.

Mas as marcas foram rápidas na resposta, embora a maioria das estratégias de embalagem continuem a atribuir às pessoas a responsabilidade pela reciclagem.

Contudo, esta cadeia de suprimentos vem sofrendo forte pressão, principalmente após a decisão da China de banir a importação de 24 categorias de produtos feitos de materiais recicláveis em janeiro de 2018 e de mais outras categorias até o fim de 2019.

Segundo dados do estudo “The Chinese import ban and its impact on global plastic waste trade”, divulgado em junho de 2018, 89% das 10.225 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos derivados de produtos que a China importou em 2016 vêm de embalagens de comida usadas uma única vez.

Estima-se que o impacto dessa nova política chinesa deva resultar em uma redução de 111 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos até 2030.

A crescente adoção mundial dos programas de reciclagem que usam um sistema de fluxo único também tem contribuído para o aumento da quantidade de resíduos de lixo – entre 15 e 27% – um problema causado pela contaminação cruzada de materiais que não foram separados para reciclagem.

FIQUE DE OLHO

1 – O alinhamento entre consumidores e empresas: 

as empresas precisam fazer mais para atender às expectativas dos consumidores com relação à sustentabilidade. Não jogar na mão deles a responsabilidade da reciclagem pós uso.

2- O direito ao conserto:

Os consumidores querem estender o ciclo de vida dos produtos.

3- Desperdício zero:

As iniciativas surgem agora em nível nacional e local, e o consumidor desempenha um papel-chave.

4- Alternativas viáveis:

Dos plásticos ao couro, os consumidores querem ter opções para consumir de maneira mais sustentável.

5- Combate à escassez da água:

Enquanto a questão do plástico foi o centro das atenções em 2018, em 2019 será a questão em torno da falta de água que vai chamar a atenção.

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