As redes sociais são uma ferramenta vital para se entender o novo consumidor e a cultura em que ele está inserido.

Cada vez mais, essas plataformas atuam como agentes de mudança, impactando diretamente o nosso futuro de modo positivo e negativo.

Os aplicativos têm o poder de ditar como nos comunicamos, enquanto a velocidade e a transparência das mídias sociais altera as nossas expectativas em relação a marcas e instituições, exigindo que elas façam mais e melhor.

Em 2019, as mídias sociais continuarão lucrando e impulsionando o fim da diferenciação, algo que pode ser o prenúncio dos planos futuros do Facebook de integrar todos os seus aplicativos em uma só plataforma.

Alguns dos propulsores mencionados nesta matéria são estratégias emergentes (otimismo social), enquanto outros devem chegar ao mercado de massa ainda em 2019 (criando para o Instagram), mas todos refletem a integração de cultura, conteúdo e comércio englobada pelas plataformas sociais. Curioso?

Leia agora!

PRIVACIDADE

Enquanto 58% dos consumidores afirmaram que compartilhariam dados se as circunstâncias fossem corretas, alguns jovens provaram que não é preciso muito para aceitarem fazer isso.

Recentemente, foi divulgado que o Facebook pagava secretamente US$ 20 mensais para que jovens instalassem programas VPN e se deixassem ser espiados – o pagamento vinha como troca para que o Facebook aprendesse detalhes demográficos de seus usuários.

Na era da sobrecarga digital e com o fim da transparência, a privacidade é prioridade e serve de base para novas marcas.

A RŪH é uma marca feminina que “promove privacidade de identidade em uma época de superexposição”.

O perfil da marca é bloqueado no Instagram, o que requer que o público solicite acesso caso queiram acompanhar a RŪH.

No segmento de beleza, a Starface é um perfil que normaliza a acne e que foca na criação de conteúdo empoderador para a sua comunidade fechada de seguidores.

Essa busca pela privacidade começou a ganhar força há alguns anos com marcas como Alice and Olivia e Everlane, que revelaram usar contas privadas para desenvolver canais personalizados de vendas com os clientes mais importantes.

O público jovem também apostou nessa ideia criando dois perfis no Instagram.

MACRO PRIVACIDADE

No ano passado, contas influentes de memes se transformaram em perfis privados criando um efeito de FOMO (a sensação que as pessoas têm de estarem perdendo alguma coisa), aumentando o número de seguidores e desafiando o algoritmo do Instagram.

A agência de mídia Doing Things, responsável por contas de Instagram com mais de 14 mi de seguidores, afirmou que clientes que antes recebiam 10 mil novos fãs por semana, agora recebem 100 mil.

MESMICE

As pessoas estão cada vez mais replicando as mesmas estéticas nas redes sociais, criando um mar de mesmice.

Falando especificamente da Geração Z, uma “Geração Eu”:  viciada em selfies e influenciada pelo “efeito Kardashian”, principalmente pela estética de Kylie Jenner.

O rosto é o cartão de visitas e a beleza é o meio de expressão dessas pessoas, delimitando a vida delas para que caibam no paradigma do que é ser “cool”.

Contas como @double_kardashians usam hashtags para obter um lugar entre os clones das irmãs Kardashian. Enquanto isso, o perfil @insta_repeat destaca a enxurrada de fotos similares que inundam os nossos feeds.

As contas que priorizam a comunidade estão se repetindo quando o assunto é a celebração de estéticas e cores.

Harling Ross, editora de moda do site Man Repeller, criou a hashtag #stickofbutter para estimular o público a usar tons de bege neste inverno e viralizou no cenário da moda.

Há também uma onda de repetição nas legendas das frases. “Me achei bonito, mas talvez delete depois” (“Felt cute, might delete later”) é o maior exemplo, pois mostra aos seguidores do usuário que ele entende a ironia da legenda, compreende a piada e faz parte de um grupo.

O modo como nos comunicamos e comentamos mudou.

Com a pressão para se encaixar nos parâmetros do que é ser “cool”, postar as mesmas fotos facilita pois liberta os usuários do peso das aparências, abrindo espaço para a criatividade em outras áreas do aplicativo.

OTIMISMO SOCIAL

No ano passado, as mídias sociais foram usadas para se fazer o bem, algo que ficou comprovado pela movimentação do público jovem nas redes sociais.

A March For Our Lives foi organizada por adolescentes da Parkland School, na Flórida, alvo de um tiroteio devastador.

O que começou com uma hashtag virou um evento que atraiu 800 mil pessoas e levou as empresas a mudarem as suas políticas e a doarem dinheiro.

Esse protesto foi muito além do evento em si. A energia positiva gerada permeou 2018, como ficou refletido no Google Trends, que apontou um grande número de pesquisas pelo termo “good” e por momentos emocionantes.

E, embora as mídias sociais estejam repletas de pessoas em busca de curtidas superficiais, há um novo senso de otimismo por trás das selfies.

As mensagens positivas irão dominar os feeds em 2019 – já estamos acompanhando a ascensão de memes otimistas, algo que deve dar o tom do restante do ano.

Novas contas que atuam como doulas sociais (uma tendência que deve causar impacto em 2020) estão trazendo alegria ao público.

Donté Colley, por exemplo, tem 21 anos, 554 mil seguidores e uma taxa de engajamento de 10,5%. Vindo do anonimato, ele agora tem parceiros do porte de Hulu e New York Magazine.

Colley faz vídeos alegres de dança, com mensagens que incentivam a positividade, a perseverança e o amor próprio, abrindo espaço para um novo tipo de autenticidade.

FONTE wgsn.com

Se inscreva em nossa newsletter e receba em primeira mão todas as novidades sobre Marketing, Gestão e Vendas.