E se eu te disser que o capitalismo, marcado pelo individualismo e a busca pelo lucro e o aumento de capital, pode contribuir para um bem social? 

Estamos falando do Capitalismo Consciente, uma nova tendência de mercado e um movimento mundial que vem crescendo desde 2007 e tem sido praticado por diversas empresas, inclusive no Brasil. 

Resumindo sua história, foi originado em um estudo acadêmico, feito por Raj Sisodia, Jaf Shereth e David Wolf e que tinha como objetivo analisar como algumas empresas conseguiam manter seus clientes fiéis e manter uma boa reputação sem grandes investimentos em marketing. 

Antes do processo de publicação, John Mackey, CEO da Whole Foods, apontou no documento várias condutas e atitudes que mantinha na cultura de sua empresa há muitos anos. 

Com a ajuda de Mackey, esse estudo se tornou o livro: “Empresas Humanizadas”, dando início ao movimento Capitalismo Consciente

“Os negócios são bons porque criam valor para outras pessoas, são éticos porque estão baseados em trocas voluntárias, são nobres porque podem elevar a existência humana e são heróicos porque podem tirar as pessoas da pobreza e criar prosperidade.”

– John Mackey

4 pilares do Capitalismo Consciente

Agora que você já conhece a história, quero te falar o que rege esse movimento e quais são seus pilares:

  • Propósito Maior: a causa pela qual sua empresa existe, uma motivação muito além do lucro.

  • Cultura Consciente: é como você faz, no dia a dia de trabalho, para a sua empresa servir ao propósito maior e como você orienta seus colaboradores para que se unam a esse propósito.

  • Liderança Consciente: os líderes das empresas são responsáveis por servir ao propósito maior, por criar e conduzir a cultura consciente e para gerar valor aos seus stakeholders.

  • Orientação para stakeholders: é o modo como você impacta a vida dos seus colaboradores. Qual valorização você dá a eles? Um bom plano de carreira? Remuneração justa? 

Diante de tudo isso, a ideia central do Capitalismo Consciente é: “não é dinheiro, é valor”. 

“O negócio tem um enorme potencial para fazer o bem no mundo. Grande parte do bem está sendo feita “inconscientemente”, simplesmente criando produtos e serviços que as pessoas valorizam, gerando empregos e gerando lucros.

No entanto, os negócios também podem ser feitos de maneira muito mais consciente, com maior propósito e criação de valor ideal para todos os principais interessados, criando culturas que otimizam o florescimento humano.”

– John Mackey

E afinal, o que é valor? 

É o que você devolve pela venda do seu serviço, seja para o seu cliente, seja para o meio ambiente, seja para terceiros. 

Por exemplo, a Toms, marca de calçados que realiza o projeto One for One desde de 2006: a cada 1 par vendido, outro é distribuído para uma criança com necessidade. 

Em 2011, eles ampliaram o projeto e agora também ajudam a restaurar a visão de 1 pessoa, a cada par vendido.  

Já foram doados mais de 35 milhões de pares e mais de 250 mil pessoas receberam ajuda na restauração da visão. 

E o que pode agregar valor para o seu negócio? Listamos aqui alguns pontos focais para você começar a pensar em um meio de implementar à sua marca:

Economia Circular

Quando a produção é um ciclo, baseado na inteligência da natureza, o recurso se torna um produto, que vira um resíduo, que é reciclado e se torna novamente um produto. 

A Revolução Industrial criou uma economia linear que conduziu um modelo de produção baseado em recursos infinitos que a Terra forneceria, e agora, sabemos que essa não é a realidade. 

Neste modelo linear, os recursos são extraídos, os produtos manufaturados e consumidos pelos clientes, na sequência, descartados. 

O objetivo da economia circular é que esse produto que seria descartado, sirva como recurso para a produção de novos produtos.

Ele voltaria ao ciclo de produção e passaria por todas as etapas novamente, sem geração de resíduos sólidos. 

Hoje pensa-se em proteger e priorizar os recursos naturais e usar de tecnologia digital para utilizar o lixo como recurso e produção de produtos com durabilidade estendida. 

Não existe descarte, tudo dá continuidade para um novo ciclo. 

Responsabilidade Social e Ambiental

Falamos de como as empresas têm empregado seus esforços para garantir a qualidade de vida e o bem-estar de seu público interno, os stakeholders, e também no impacto das atividades no meio ambiente e na sociedade. 

Lembrando que o único interesse em adotar uma cultura responsável é causar um impacto positivo dentro da comunidade. 

Algumas coisas que mudam com a entrada da responsabilidade social é uma gestão mais transparente, com valores mais éticos e empáticos na relação com os colaboradores. 

E claro, atuar no mercado com responsabilidade social e ambiental garante um crescimento sustentável além de conquistar a proximidade e confiança de potenciais clientes. 

Inovação

O que é exclusivo da sua marca?

Qual ideia, produto ou serviço você oferece e nenhuma outra empresa tem o mesmo disponível?

Inovação é como sua empresa vai começar algo novo para cumprir o propósito maior com responsabilidade social, ambiental, com uma boa gestão de recursos humanos, financeiros e dentro da economia circular. 

Sustentabilidade

Sustentabilidade ambiental, social e empresarial. Como diferenciar?

São três pontos diferentes que convergem em objetivos semelhantes, porém, ao mesmo tempo, particulares. 

Em sustentabilidade social falamos de estratégias para o bem-estar da população e nossas propostas para melhoria da qualidade de vida dela. 

Já na ambiental, falamos de economia de recursos naturais não-renováveis e os impactos de nosso trabalho no meio ambiente. 

O empresarial, é a junção das duas anteriores e estratégias ecológicas que melhorem a vida das pessoas e principalmente, dos stakeholders

Existem alguns números que nos mostram que a tendência de consumo está a favor de empresas conscientes que servem um propósito maior. 

O vazio do consumismo e do individualismo que o modelo tradicional de capitalismo causa está fazendo com que as pessoas busquem algo para se apoiar e propósitos para se conectarem. 

A consciência social já abraçou o mundo.

Com os níveis de doenças como depressão, ansiedade, crises sociais, econômicas e ambientais assolando a sociedade, valorizar o que temos nunca foi tão essencial.

As pessoas estão entendendo que a vida e os benefícios precisam servir ao coletivo. 

Então, você que possui uma marca, o que pode ser feito para iniciar uma cultura consciente dentro do seu negócio?

Busque um propósito para servir

Mesmo consciente, ainda estamos falando de capitalismo.

Você precisa fazer com que as pessoas se identifiquem com a sua marca e com seu trabalho para que elas consumam seus produtos ou serviços. 

E com tudo isso, todos: empresas, pessoas, o meio ambiente, você e eu, temos só a ganhar!  

Para conhecer mais sobre o movimento, ver as empresas associadas, e até mesmo, se associar, acesse o site Capitalismo Consciente Brasil neste link. 

E, para saber mais sobre Economia Circular, clique aqui.

Agora, compartilhe esse conteúdo em suas redes sociais e vamos fazer esse movimento do bem continuar crescendo e espalhando consciência pelo mundo!