O novo coronavírus, ou a doença COVID-19, se tornou uma das maiores pandemias dos últimos anos, junto da gripe aviária, gripe suína e SARS. As consequências mundiais impactam a economia, a política, o comércio e a sociedade. Por outro lado, alguns setores não foram tão afetados, este é o caso da indústria de jogos.

Os primeiros dias de quarentena tiveram recorde de acessos nas plataformas, na Steam, por exemplo. Foram mais de 20,3 milhões de usuários simultâneos na manhã do dia 15 de março. Afinal, está todo mundo em casa, né?

Houve até polêmica em relação a um jogo lançado em 2012, o Plague Inc. Após o surto na China, as autoridades proibiram sua venda relatando conteúdo ilegal.

Para explicar, o objetivo jogo é exterminar a população mundial com uma doença fictícia, alterando os sintomas e transmissões estrategicamente. Segundo o criador, a intenção dele não é imitar a realidade, mas ensinar as pessoas que vírus, bactérias e fungos podem evoluir e virar pandemias no mundo.

Como ficam os lançamentos?

Os estúdios normalmente aumentam a carga horária de seus funcionários, muitas vezes prolongam até o fim de semana, perto da época de lançamento, tudo para entregar a melhor experiência. Será que ainda podemos esperar, mesmo que de casa, que os lançamentos aconteçam?

Muitas pré-vendas foram canceladas e, consequentemente, os estúdios paralisaram suas atividades. Mesmo na área do cinema, algumas pós-produções estão sendo feitas em casa, já que não precisam mobilizar muitas pessoas.

Dentre os acontecimentos e cancelamentos, a maior feira de jogos do mundo, a E3, também foi cancelada. É um evento importante que mostra lançamentos, produções e jogabilidades. Uma alternativa para os estúdios é se adaptarem para o mundo de lives.

Sabe-se que a maioria dos espectadores assistiam pelo Youtube, e que a Nintendo, empresa de jogos japonesa, já adotou vídeos como estratégia da sua publicidade.

Falando em lives, já viram a quantidade de pessoas fazendo live? Jogador, influenciador, famoso, produtor de conteúdo. Enfim, todos estão aproveitando a oportunidade para fazer o seu marketing pessoal.

Coronavírus

“Quer conhecer os jogos com essa temática? Confira 6 jogos de pandemias:

1. The Division: Toda a trama de “The Division” gira em torno de um vírus variante da varíola que se espalhou de forma rápida e acabou dizimando populações e destruindo as bases da sociedade. Afinal, dinheiro nem sempre consegue comprar saúde.

2. Resident Evil: Resident Evil e grande parte dos jogos de zumbi utilizam um vírus para justificar o retorno dos mortos à vida. Induzidos por uma corporação malvada ou não, o fato é que nenhuma cidade, nem mesmo com os S.T.A.R.S., está preparada para uma pandemia dessas proporções.

3. The Last of Us: Em “The Last of Us” o foco não está em como o fungo que dizimou a civilização começou, mas fica evidente como eles se espalham rápido e as consequências de uma pandemia desse nível. Nesse caso, a solução é ter sempre uma escopeta ao lado.

4. Hollow Knight: Hollow Knight também lida com o problema de uma infecção. Chamada de “A Praga”, essa doença antiga dizimou dezenas de milhares de insetos e acabou com todo um reino. Se você encontrar um inimigo com olhos alaranjados, já sabe o que rolou.

5. Left 4 Dead: A série cooperativa de sucesso da Valve é outro jogo de zumbi que conta com um vírus para explicar a volta dos mortos. Aqui a chamada “Green Flu” foi a responsável pela epidemia que começou na Pensilvânia.

6. A Plague Tale: Innocence: Uma das maiores pandemias da nossa história, a Peste Negra foi utilizada como pano de fundo para a história interessante de Amícia e Hugo em “A Plague Tale: Innocence”.”

E os campeonatos?

Claro que as competições de jogos foram canceladas. Mas, apesar disso, não há um impacto direto, já que seria somente uma mudança no calendário. Os jogadores poderão treinar em casa e se comunicar com seu time da mesma forma.

A possibilidade de fazer campeonatos online ainda está aberta. Quantos jogos não foram criados online por que os jogadores moravam em outro país? É uma questão de adaptabilidade para o momento.

Assim como nos jogos de futebol, a torcida nos estádios é a essência dos campeonatos presenciais. Mas, por enquanto vamos ter que nos acostumar com o calor da nossa cadeira em casa, né?

Coronavírus

Solidariedade na crise

Em meio há tanto medo e incerteza, vemos empresas e pessoas ajudando do jeito que podem no mundo digital.

A Twitch TV, por exemplo, fez uma transmissão ao vivo para arrecadar dinheiro para a luta contra o coronavírus. O evento reuniu várias celebridades do mundo dos jogos, esportes e música, como os jogadores de futebol americano Richard Sherman, Darius Slay e os cantores Joe Jonas e Garth Brooks.

O dinheiro arrecadado foi para o Fundo de Resposta à Solidariedade da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Uma competição organizada por Gustavo “Baiano” Gomes contou com oito equipes formadas por grandes nomes de League of Legends. Conseguiu cerca de R$ 125 mil em doações para combater o coronavírus.

Conclusão

Por fim, sabemos que a sociedade precisa moldar suas atividades para momentos como este, em que precisamos ficar sem contato social por muito tempo. Ainda bem que nem tudo está perdido, já que podemos nos entreter com inúmeras opções na TV, no computador e no videogame.

Para a indústria de jogos o impacto pode não ser tão grande. Além disso, ela faz parte do entretenimento constante das pessoas em isolamento ou quarentena. Porém, pode ser uma nova etapa para repensar estratégias digitais de produtos e eventos.

Jogar online com os amigos nunca foi tão necessário. Com o isolamento social, a voz e a diversão conjunta melhoram a ansiedade e diminuem o sentimento de solidão.

Então, chama os amigos e dê o play!

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