O surgimento da economia de compartilhamento se tornou o alicerce da inovação para marcas e varejistas nos últimos anos.

Diversas start-ups e, agora, negócios tradicionais estão usando e testando o aluguel como um modelo que oferece acesso ao invés de posse aos consumidores de hoje.

E como será o futuro das compras?

O INTERESSE DO CONSUMIDOR

Marcas grandes e pequenas já se preparam para uma maior aceitação do sistema de aluguel entre os consumidores.

Itens chamativos para ocasiões especiais são ideais para locação, assim como produtos sazonais com uma finalidade específica.

Cada vez mais outras categorias também estão sendo adicionadas, apresentando aos consumidores uma nova maneira de possuir um produto de maneira sustentável. .

Embora existam motivos práticos para os consumidores escolherem o aluguel, também há a questão do status.

A marca esportiva sueca Houdini aluga equipamentos de esqui. A CEO Eva Karlsson declarou:

“Há três anos, só tínhamos consumidores conscientes [interessados em locação], mas agora vemos que os primeiros adeptos têm orgulho de terem tido a mente aberta para esse sistema. É um público muito mais amplo do que costumava ser”.

Uma pesquisa realizada pelo grupo de shopping centers Westfield entre compradores do Reino Unido e dos EUA concluiu que quase metade dos consumidores de 25 a 34 anos (geração Y)  tem interesse em locação de artigos de moda.

Para testar o conceito mais a fundo, o shopping Westfield London abriu uma loja pop-up de aluguel para a temporada do Natal, disponibilizando roupas e acessórios selecionados para empréstimo e devolução.

Há indícios de que o público da locação está indo além da geração millenial. De acordo com a pesquisa Global Consumer Pulse Survey da Accenture Strategy, mais da metade (52%) dos consumidores do mundo, de diversas faixas etárias, afirmaram que pagariam uma assinatura para locação de roupas para festas e ocasiões especiais, ao invés de comprá-las.

COMPARTILHAMENTO

A mudança na atitude do consumidor em relação à posse é um fator que influencia as marcas e os varejistas a experimentarem modelos de locação, mas não é o único.

Outros motivos incluem políticas governamentais, agendas de sustentabilidade e um mercado com grande potencial de retorno.

As empresas estão começando a abordar o impacto das roupas em termos de uso de espaço (uso e cuidado), afirmou Susan Harris, diretora técnica da empresa de consultoria Anthesis.

É um espaço interessante, que conecta a sustentabilidade e a economia do compartilhamento. Com os modelos de locação em alta, trata-se de muito mais que uma simples iniciativa de sustentabilidade ou de negócios.

As marcas e os varejistas estão testando diversos caminhos para a locação e a abordando por meio de perspectivas variadas.

Para algumas, a locação é pautada na visão da criação de produtos versáteis, duráveis e de alta qualidade, maximizando o uso durante sua vida útil.

A Houdini e a holandesa Mud Jeans citam o “compartilhamento” como uma fatia cada vez maior dos seus negócios.

TENDÊNCIA

Os vestidos de festa, roupas de esqui ou calçados infantis, por serem usados em pequenos períodos ou por temporada, são algumas das categorias mais óbvias para locação.

Já na moda feminina, as ofertas de locação estão apostando na experiência de se ter sempre uma novidade tanto para roupas sociais quanto do dia a dia, construindo uma marca em torno da conveniência do acesso.

Segundo Northart, a Le Tote foi criada como uma resposta à pressão que as mulheres sofrem de sempre vestirem algo novo nas redes sociais.

Seu modelo de locação se baseia em uma assinatura, que pode ser cancelada a qualquer momento. Os consumidores pagam 59 dólares por mês para receber uma seleção de “sacolas”, incluindo roupas e acessórios, para usarem pelo tempo que desejarem.

Eles podem devolver os itens para a Le Tote, ou então comprá-los, quando quiserem!

Interessante não é mesmo? E você o que acha de tudo isso, compartilha com gente aqui no comentários 👇