Continuando nossa análise dos perfis de consumo deste ano, seguimos com outras 4 tendências observadas ao longo de 2018.  Leia agora!

E caso não tenha visto a parte 1, leia aqui!

OS XENNIALS

O termo xennials foi criado pela GOOD magazine em 2014 para descrever a microgeração de

consumidores nascidos entre 1977 e 1983. Eles não se encaixam nos padrões da Geração X e nem no otimismo da Geração Y. São um meio termo entre gerações.

Segundo estudos americanos, são cerca de  25 mi de indivíduos em todo o mundo. Um grupo pequeno mas, muito influente e não pode ser subestimado.

De maneira geral são empreendedores que estão deixando casamento e os filhos para mais tarde, segundo um relatório da consultoria JWT Innovation Group. Esse grupo aborda outras prioridades na vida adulta, lidam bem com tecnologia e plataformas on line.

Estão saindo de suas cidades de origem (até mesmo países) e buscando ocupações aliadas com interesses pessoais. É a geração mais empreendedora da história — sem se importar com a conta bancária e com grandes patrimônios.

No consumo, são atraídos por marcas cool e que sejam tendência. A comunicação requer um tom de voz singular, pois as prioridades e a mentalidade deles são bem diferentes daquelas das gerações X e Y. E, eles não querem ser rotulados.

OS COMPRADORES SUSTENTÁVEIS

Pertencem a Geração Y e estão caminhando para a Era do Ativismo. São consumidores dispostos a gastar mais em um produto se ele vier de uma marca sustentável.  

Essas pessoas desejam criar um mundo pós-plástico, consumindo menos e de forma consciente, para fazer a  diferença no planeta. E vão cobrar das marcar um posicionamento semelhante. E consumir somente delas.

São indivíduos cada vez mais conscientes em relação às suas compras, escolhendo produtos feitos de forma responsável e que sejam bons para o corpo, para a comunidade e para o meio-ambiente.

Por isso, as marcas precisam se preparar para o crescente consumo ético e sustentável, que tende a aumentar em 2019 e 2020.

Para os compradores sustentáveis, as mudanças climáticas, a energia renovável e os materiais sustentáveis são assuntos sérios.

OS JOGADORES

De acordo com a analista de mercado Mary Meeker e seu relatório de tendências da internet 2017, havia 2,6 bilhões de jogadores em todo o mundo no ano passado – um aumento impressionante em relação aos 100 milhões de 1995 – com as pessoas passando mais tempo jogando do que nas mídias sociais.

Isso está impulsionando a criação de um novo grupo de consumidores, formado principalmente por indivíduos das Gerações X e Y que cresceram com jogos eletrônicos. E claro, uma série de produtos e serviços dedicados a eles e que vão além dos jogos.

E esse consumidor jogador, quando faz compras diversas, busca o mesmo tipo de interação e engajamento encontrado nos games.

Isso leva as marcas a criar experiências interativas e atraentes para esse nicho. Nos próximos cinco anos, o mercado de games terá um impacto ainda mais significativo na indústria.

OS REVENDEDORES

Formado pela Geração Z e Y, que gostam de consumir produtos premium de modo mais consciente, surgiu o perfil de consumidor revendedor.

É um público que fomenta a criação de plataformas digitais que atendam à demanda por itens de segunda mão em todos os níveis de mercado.

O fato de serem todos nativos da era digital e estarem investindo firmemente na economia de compartilhamento, estimulou a construção de uma rede de consumidores revendedores, que prezam pela conveniência, agilidade e preço.

De acordo com a consultoria Fung Global Retail & Technology, o segmento de revenda deve crescer de US$ 18 bi em 2016 para US$ 33 bilhões em 2021.

E as mídias sociais estão se tornando verdadeiras vitrines on-line para a interação entre compradores e vendedores.

E o que as marcas tendem a fazer? Parcerias. Iniciativas como a do Luxanthropy, um site que permite às pessoas revenderem peças de roupa e doarem uma parte para caridade, ou do app Yeay, onde os usuários podem postar um vídeo curto nos anúncios dos seus produtos, são alguns modelos de sucesso.

Fonte de dados: wgsn