De uma forma geral, as marcas tem enfrentado tempos difíceis. Além da concorrência, fatores como engajamento político social, crises econômicas e produtos de segunda mão afetaram diretamente a forma de consumo no mundo. E, com o ano terminando, o que temos pra dizer sobre o consumidor de 2018? Quem foi esse personagem no cenário mundial? Como ficou o poder do varejo?

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A GERAÇÃO Y

A medida que o ano passou, os consumidores mostraram novos interesses nas marcas e na forma de consumir. A Geração Y, ainda com menor poder de compra, buscaram comprar mais experiências do que produtos em si.

Ansiosa e digital, os indivíduos dessa geração estão dispostos a experimentar novas marcas e tendências. Claro, desde que o preço seja justo.

São altamente atraídos por empresas que ofereçam produtos com ótimo custo-benefício. É o caso das marcas genéricas e de lojas online. Qualidade é importante, mas o preço baixo, também.

Outra observação é o direcionamento social da Geração Y. Esse consumidor de 2018 se sentiu mais atraído por marcas e organizações socialmente engajadas e com políticas ambientais eficientes. Mostrando o caminhar para a Era do Ativismo, tópico que falaremos em outro post.

 

OS COMPRADORES FIÉIS

—Outra tendência observada ao longo de 2018 foram os compradores fiéis—

Ativos nas mídias sociais, entre 20 e 28 anos, eles seguem contas no Instagram. São ligados a tecnologia e sabem como comprar produtos no instante em que são lançados. Para eles, a exclusividade é tudo.

Querem ser os primeiros a ter acesso a um determinado item (e poder se gabar disso nas redes sociais). E claro, as referências de influencers, blogs e celebridades fazem toda diferença em suas escolhas.

Em consequência, as marcas se aproveitam disso. Como, por exemplo, os eventos onde o público deve comparecer para comprar produtos de edição limitada. É um perfil de consumo imediatista e que precisa desse tom de urgência, e alimenta o FOMO (Fear of missing out).

OS INVISÍVEIS

—O consumidor de 2018  seguiu em várias direções. Dentre elas, temos os invisíveis—

Esse público, composto pela geração X e baby boomers reflete um novo grupo de consumidores cada vez mais preocupado com invasão de dados na rede.

Como se trata de uma geração que cresceu sem internet (a Geração X foi a última), ele não gosta de compartilhar suas informações pessoais com as marcas. Para essas pessoas, a privacidade vale tanto quanto o dinheiro e gostam de permanecer no anonimato.

Um estudo da consultoria Mintel apontou que apenas 17% dos consumidores britânicos estão dispostos a compartilhar dados financeiros com empresas de tecnologia como Google e Apple, enquanto dois terços se preocupam com a maneira como essas marcas rastreiam as atividades online deles.

Assim, os invisíveis exigem recompensas por seus dados pessoais. O que obrigou as empresas de e-commerce a investirem em soluções de segurança e formas claras de explicar  que suas informações confidenciais não são utilizadas.

OS PREGUIÇOSOS

Se por um lado eu tenho consumidores altamente desconfiados ao colocar dados a rede, do outro temos os totalmente preguiçosos. Que cada vez mais querem produtos e serviços disponíveis ao toque de um botão.

Esses consumidores querem que as marcas sejam capazes de oferecer um respiro da correria do dia  a dia. É uma geração impaciente e que deseja experiências rápidas e sem esforço.

São pessoas com alta conectividade digital e uma agenda flexível, que permitem que esse consumidor usuário de dispositivos móveis possa obter o que quiser e quando quiser, por meio de sites e APPs.

Conveniência e praticidade é tudo que importa pra eles. Não é um luxo, é necessidade. Se dispõem a pagar mais por um item se o processo de aquisição for rápido e fácil.

O que interessa para eles é uma experiência de compra imediata e tranquila, onde os produtos são comprados sem interações físicas com vendedores.

COMPRADORES COMUNITÁRIOS

Os compradores comunitários representaram (e representam) um grupo importantíssimo em 2018. Formado por indivíduos das Gerações X, principalmente, e uma pequena parcela da Y, eles valorizam experiências físicas com as marcas, mesmo em um mundo cada vez mais virtual.

Eles buscam um senso de comunidade com as lojas, e que pode se ampliar nos próximos anos, já que esses consumidores continuam a se importar cada vez menos com as compras e mais com a conexão, a hospitalidade e a educação.

São atraídos por lojas físicas e experiências que vão além da compra. Querem sentir e tocar, aprender, observar e conversar com a marca.

Isso é particularmente relevante para a Geração X, menos impulsiva e que prefere passar um tempo na loja antes de concluir a compra.

Pensando nesse consumidor,  será fundamental que as marcas continuem a oferecer algo que não seja encontrado on-line.

A medida que o cenário político social leva as pessoas a repensar valores, o uso das lojas como espaços de convívio comunitário pode ganhar força.

Em um cenário de grandes mudanças mundiais e no Brasil, os consumidores divididos por gerações tem tomado caminhos diferentes. Uma coisa é fato: as marcas precisam identificar seu público e se preparar, porque as mudanças ainda continuarão.

Faremos mais uma sequência de posts avaliando outros perfis de consumidores de 2018, e as tendências que surgiram ao longo deste ano. Acompanhe aqui!

Fonte de dados: wgsn