DESIGN DE EMOÇÕES

Com os consumidores buscando cada vez mais um propósito no consumo das coisas, e toda uma geração ativista ganhando força,  os valores das empresas são mais importantes do que nunca.

À medida que nos conectamos ainda mais com nossos sentimentos e emoções, os produtos e serviços passarão a ser criados pensando na reação que eles causarão em nós.

Mas, como isso pode impactar no mercado e nas marcas?

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PRODUTOS E SERVIÇOS

Vários segmentos vão ganhar força e se desenvolver seguindo essa linha de consumo emocional, nos próximos anos.

Esse caminho já começou a ser trilhado, mas ganhará ainda mais força com o crescimento de uma geração ativista e preocupada com os valores das marcas.

As viagens com valor emocional, por exemplo, já são um setor em crescimento. A secretaria de turismo de Cingapura usa aparelhos que medem as ondas cerebrais para incluir em seu guia 20 destinos, escolhidos com base em sensações causadas, como felicidade ou relaxamento.

Na área da atividade física e bem-estar, a cromoterapia tem ganhado força como um poderoso meio de gerar emoções.

Sediada em Londres, a ChromaYoga combina luzes, aromas, sons e cores para criar estados de espírito diferentes.  Tornando a experiência mais completa e impactante.

O design de emoções também influenciará o segmento de beleza. Os produtos terão aromas psicoativos, com foco nas mudanças de comportamento que o cheiro produz nas pessoas, como o balm para os lábios da Oh Yeahh!, que promete estimular a produção de serotonina.

No cenário da beleza as proporções são ainda mais ousadas. Já falamos sobre isso no post “O FUTURO DA BELEZA”, que você pode ler nesse link aqui!

O FUTURO

Seguindo a tendência emocional do consumo, algumas marcas já se anteciparam e falam sobre mudanças desde o ano passado.  

Na Semana do Design de Milão 2017, Martina Rocca apresentou seu conceito de “loja e-mocional” do futuro – onde você compra emoções e experiências, não produtos, entregues por meio de estímulos neurais.

A previsão é que em 2019, os criadores já explorarem melhor o poder da alteração da percepção e da expansão da consciência, usando novas tecnologias, como a realidade criada.

Com o seu desenvolvimento, a realidade virtual mostra que tem potencial de causar no cérebro o mesmo efeito que uma droga psicodélica. Mar Gonzalez Franco, pesquisador da Microsoft, afirma que “ela será capaz de produzir alucinações que irão se misturar ou alterar a forma como a realidade é percebida”.

E pesquisas  sugerem que ela pode ser usada em tratamentos pós-traumáticos, e mesmo na promoção da auto cura.

Em um futuro não tão distante, as estratégias e o design devem se basear em um entendimento profundo das pessoas como seres emocionais.

O bem-estar e a atenção plena adotam um viés cada vez mais holístico e detalhado para tratar nosso corpo e mente.

À medida que a economia de experiência evolui, para se engajar com os consumidores é preciso oferecer algo além do divertido. É preciso entender como eles querem se sentir.

E nesse cenário, como sua marca se comportaria?  Você fala de bem-estar apenas como marketing? Ou pretende realmente fazer a diferença?