A geração Y

De acordo com a PwC, a Geração do Milênio irá compor mais de 50% da força de trabalho até 2020.

Com este grupo dominando rapidamente a maior parcela do mercado de trabalho, e de consumo, agora é crucial entender suas prioridades e como eles irão remodelar o futuro.

Esta geração mais jovem está transformando os marcos da idade adulta. Ela prioriza a educação e o sucesso financeiro, em vez do casamento e dos filhos.

Hoje, apenas 24% dos jovens da Geração do Milênio nos EUA estão casados aos 25 anos e 55% acreditam que começar uma família não é tão importante – 32,1% ainda moram com os pais.

Mas, o que eles pensam sobre mercado, trabalho, moradia e futuro?

Veja agora!

OS MILLENNIALS

Também conhecida como Millennials, essa geração compreende os nascidos de 1981 a 1997. São indivíduos que presenciaram toda a evolução dos computadores, celulares e tecnologia em geral.

A internet passou a ser uma nova mídia e conceito que mudou todo o comportamento desses jovens. Uma geração que  prioriza a educação e o sucesso financeiro, em vez do casamento e dos filhos.

Extremamente ansiosos e viciados em tecnologia, eles se tornaram especialistas na realização de multitarefas, além de serem efêmeros, imediatistas e bem informados.

Despreocupado em relação aos problemas sociais, políticos e ideológicos, mas caminhando (juntamente da Geração Z) para mudanças nesse comportamento, é uma geração que ditou regras, criou formatos e caminhos para as gerações seguintes.

PODER AQUISITIVO

A geração do milênio tem sido culpada pela interrupção em muitos aspectos do setor de varejo: impulsionando o surgimento do online, um foco na experiência e sustentabilidade, e uma mentalidade mais exigente para o consumidor.

No entanto, ao mesmo tempo, os Millennials ganham menos do que as gerações anteriores.

No Reino Unido, um relatório de abril de 2018 da Resolution Foundation constatou que as pessoas no Reino Unido nascidas nos anos de 1980 ganharam 13% menos do que as nascidas por volta de 1970 na mesma fase da vida.

O progresso que aconteceu de geração em geração foi praticamente eliminado para os Millennials, que em seus 20 anos, tem uma taxa de propriedade de 33%. Metade da dos Baby Boomers na mesma idade (60%).

À medida que a geração do milênio envelhece, as marcas precisam encontrar o ponto ideal entre preço e experiência para esse cliente, ao mesmo tempo em que desenvolvem estratégias para tornar seus produtos mais acessíveis a um consumidor com menos recursos financeiros.

O MERCADO DE TRABALHO

A cheia de propósito Geração do Milênio acredita na importância da responsabilidade empresarial. Cerca de 55% dos jovens dessa geração revelam que a consciência social de uma empresa tem peso quando decidem aceitar ou não um cargo.

Eles tendem a ser partidários da empresa e a confiar nos líderes empresariais para preencher as lacunas que o governo falha em preencher.

É aqui que entra em cena o ativismo dos CEOs. A Geração do Milênio, que é politicamente ativa, mente aberta e racialmente diversificada, demonstra admiração por empresários que se preocupam com problemas sociais em comparação às gerações mais velhas.

Em 2017, a empresa de relações públicas Weber Shandwick e a KRC Research descobriram que 44% dos funcionários de período integral são mais leais à empresa que trabalham, se o CEO defender alguma causa social e 74% já tomaram uma ação concreta com base no ativismo desse CEO.

A afinidade da Geração do Milênio com as mídias sociais também promove o poder da conectividade e das ações sociais.

Saber como comunicar o ponto de vista da empresa neste ambiente é algo cada vez mais complicado e importante.

NOVO FORMATO DE MORADIA

À medida que os Millennials entram em seus 25 a 45 anos, as vendas de residências podem aumentar – com 93% planejando comprar uma casa algum dia, de acordo com a Goldman Sachs.

Apesar de seu desejo de estabilidade, a casa própria continua a ser um sonho distante para muitos devido à incerteza econômica, custos de vida crescentes e falta de moradia a preços acessíveis.

Em resposta, os Millennials estão repensando maneiras de viver e optando por residências comuns ou micro-lares.

Marcas neste espaço estão ajudando jovens profissionais a alcançar um senso de comunidade, flexibilidade e conveniência.

Start-ups emergentes, direcionadas ao consumidor, estão prejudicando a indústria moveleira, com uma mentalidade de “menos é mais”  que ressoa com os locatários da Millennial. Os aplicativos de imóveis, aluguel e decoração também democratizam o acesso à moradia.

O FUTURO

As prioridades estão mudando, à medida que os millennials sentem que estados e governos não são suficientemente confiáveis ou poderosos para consertar o mundo atual.

Da ascensão das criptomoedas às assistências corporativas (ações de longo prazo que as companhias adotam junto à comunidade local), estudos apontam que 2020 será o ano em que os negócios crescerão em um ritmo bem próximo da economia social.

As pessoas esperam que as empresas de tecnologia sejam éticas e responsáveis, especialmente quando se trata de inteligência artificial.

Muitos especialistas acreditam que 2020 marcará o início da era da inteligência híbrida – a soma da inteligência humana (IH) com a inteligência artificial (IA). E os millennials estão na linha de frente dessa mudança.

A ansiedade da geração Y, que já atingiu níveis críticos, vai ser combatida por uma geração mais amável e mais preocupada com o futuro (parte Y e parte Z).  

E, mais importante ainda, a ideia de perfeição está sendo questionada e tomará proporções maiores (por exemplo, na França, há uma lei que exige um aviso expresso em imagens onde foram usados recursos de Photoshop), fazendo surgir uma subcultura com um comportamento apático.

Mas e quanto a você? Deixe seu comentário aqui em baixo, queremos saber o que achou do conteúdo =)