O uso de influenciadores digitais em campanhas de grandes marcas não é mais uma novidade. Mas, será que as expectativas estão alinhadas em todos os lados? 

Estamos acompanhando a crescente necessidade e busca de empresas em se inserirem nesse meio de influenciadores digitais e entender como funciona esse mercado. Porém, mesmo aquelas que já o fazem há algum tempo vêm encontrando alguns obstáculos pelo caminho. 

Isso porque, o mercado de criadores de conteúdo se reinventa a cada dia: em poucos anos, a forma como consumimos conteúdos digitais e nos conectamos com influenciadores, já não é mais a mesma.

Recentemente, aconteceu o evento YouPix Summint 2020, o maior evento de influência do país, em que tivemos o painel “5 coisas que todo influencer gostaria que as marcas soubessem”. As participantes listaram em um bate-papo os principais pontos a serem observados na hora de fechar parcerias entre marcas e criadores de conteúdos.

Pensando nisso, trouxemos aqui, tim-tim por tim-tim e de forma bem explicativa, o que as marcas devem levar em consideração na hora de contratar influenciadores de conteúdo (e o que eles gostariam de dizer para o mercado de uma vez por todas), são elas:

1- COCRIAÇÃO 

A cocriação é a premissa básica na parceria entre marcas e influenciadores. Campanhas elaboradas pelas duas partes geram mais resultados e trazem mais autenticidade à mensagem a ser passada.

Isso acontece, porque influenciadores têm voz própria e a participação deles no processo de desenvolvimento de projetos gera um senso de responsabilidade e autonomia importantíssimas para o resultado final do projeto. 

2- RESPEITE A INDIVIDUALIDADE DOS CRIADORES

Cada criador de conteúdo tem uma linguagem e uma forma de se comunicar e expressar. Não faz sentido querer condicionar um criador de conteúdo a algo que não é natural dele ou que não combine com a sua personalidade. Já imaginou ver o Whinderson Nunes fazendo um #publipost com um simples “arrasta para cima” ou “use meu cupom tal”, sem nenhuma brincadeira ou piada como gancho para a publicidade? Com certeza o público perceberia algo de diferente. 

Por isso, não adianta fazer uma campanha que tenha um roteiro já todo pensado e engessado para ser apenas reproduzido em escala pelos influenciadores.

O que nos leva ao nosso terceiro tópico…

3 – SEJA MALEÁVEL COM O BRIEFING

O briefing é o documento que registra todas as informações e dados necessários para a realização de um projeto, como os objetivos, orçamentos e prazos. Por isso, é muito comum que as agências desenhem o briefing exatamente da forma que deve ser executado pelo criador de conteúdo. 

O problema, é que dessa forma as marcas não deixam espaço para que o criador coloque sua personalidade na hora de passar a mensagem.

A melhor alternativa para esse problema é deixar claro todos os objetivos da campanha alinhados, assim como os “do and dont’s” especificados de forma detalhada.

4- RESPEITE AS PLATAFORMAS EM QUE OS CREATORS ESTÃO INSERIDOS

Ainda falando sobre a individualidade de cada criador, também precisamos estar atentos às individualidades de cada plataforma. 

Hoje em dia temos criadores de conteúdos em praticamente todas as redes sociais e em cada uma delas a mágica da influência acontece de um jeito diferente. Por mais que as marcas queiram se inserir em diversas plataformas ao mesmo tempo é importante estar atento ao tipo de criador de conteúdo e em qual plataforma ele está inserido. 

Se você está contratando um Instagrammer, não tente “empurrar” um conteúdo no Youtube, ou, vice e versa.

5- CREATOR NÃO É ATOR/ATRIZ

Foi-se o tempo em que eram contratados atores para interpretar um personagem nas propagandas ou seguir um script com falas. 

Hoje em dia, a audiência está muito mais preocupado com a autenticidade da mensagem. Não se trata mais de marcas comunicando o que bem entendem – os consumidores querem se conectar com aquilo que está sendo transmitido. Caso o contrário, não serve. 

É nesse ponto que entram os influenciadores, são eles que vão passar a mensagem e agregar credibilidade ao produto ou à campanha.

Acredite no trabalho e na desenvoltura dos seus parceiros. Eles, melhor do que ninguém, sabem a melhor forma de se aproximar do seu público e transmitir a mensagem da melhor maneira possível.

TÓPICO EXTRA: SEJA COERENTE

Muitas vezes nos apegamos a influenciadores que estão em alta e que estejam com grande visibilidade no momento, acreditando que essa é uma grande oportunidade para promover uma campanha ou um produto. 

O que pode ser na verdade um grande tiro no pé. 

Na hora de escolher o influenciador que fará parte de um projeto, fique atento aos valores que ele carrega e se existe coerência com os valores da marca e na imagem a ser transmitida. 

Por sorte, temos grandes empresas realizando projetos incríveis com criadores de conteúdo e que valem a pena ficar de olho: 

  • A Americanas.com: Vem fazendo um trabalho incrivel com sua nova consultora de conteúdos, a blogueira e digital influencer Camila Coutinho;
  • Voalá: A empresa é nova no mercado e vem trazendo projetos de roteiros de viagens e criação de conteúdo com micro influenciadores do Brasil todo;  
  • Adidas Brasil: Outro exemplo de empresa que tem usado influenciadores digitais para amplificar suas mensagens. 
  • BRB Play!: O BRB Play! foi um festival que aconteceu em 2020 em Brasília e contou com duas edições. O festival foi um exemplo de ativação de micro e macro influenciadores para amplificar a sua comunicação durante a pandemia. 

E você, marca ou influenciador, já tinha parado pra pensar nesses pontos ou já coloca algum em prática em suas parcerias e contratos? Conte nos comentários e compartilhe esse conteúdo nas suas redes sociais!