MANIFESTO CRIATIVO

Em um contexto onde as pessoas/consumidores estão exigindo, cada vez mais, a verdade e a transparência, a necessidade de ser diferente, de ser ouvido e de causar um impacto será mais intensa.

A criatividade e a autoexpressão se tornarão habilidades ainda mais importantes e devem ser estimuladas no design e nos negócios como uma ferramenta para promover uma  mudança realmente efetiva.

Em 2019, é hora de fazer seu manifesto criativo. Vem comigo?

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO

Em tempos de extrema incerteza, a melhor estratégia pode ser sair da zona de conforto.

Pesquisadores da INSEAD Laurence Capron afirmam que as empresas de hoje aprenderam a executar de uma maneira específica.

Usam receita pronta e replicam a mesma estratégia em contextos e condições que podem não ser adequados. Isto leva para a dependência, onde elas preferem desistir do que sair dos moldes.

Estudos mostram que o conforto relativo resulta em níveis estáveis de performance, mas que a inovação verdadeira e o melhor resultado surgem da “ansiedade ideal”, um estado fora de nossa zona de conforto.

Como fazer isso? Assumindo tarefas desconhecidas, adotando uma cultura corporativa de aprendizado vitalício, recompensando a inovação e, às vezes, o fracasso. Inclusive, um dos 9 princípios da inovação do Google é o ‘bom fracasso’ ao testar uma nova ideia.

Para os criativos, entrar na zona de desconforto é essencial. Precisamos sentir para criar.

NOVAS PERSPECTIVAS

Os criativos tendem a desafiar o status quo e as ideias dos padrões, oferecendo pontos de vista radicalmente diferentes do passado e visões para o futuro.

Andando de mãos dadas com as mudanças propostas pelas novas gerações de consumidores, que não aceitarão mais os formatos atuais de comunicação e consumo.

O futuro precisa de mais experiências. Conforme o mundo se torna menos dominado pelo Ocidente, novas narrativas, normas e pontos de vista pouco difundidos estarão em alta e novas experiências mundiais serão criadas e compartilhadas. Isso não é lindo?!

O futuro terá como fundamento a criação de sistemas e não de coisas. O futuro precisa de mais experiências e o design de experiência virá cada vez mais de fontes fora do Ocidente.

A diversão trará mais significado aos momentos, ao sentir. As empresas devem apostar na diversão e na criatividade para envolver as pessoas e inspirar novos pontos de vista e consumo.

Os designers vão criar mais do que produtos para desafiar os sistemas e abalar a ordem estabelecida. Prepare-se para uma invasão de criatividade nas instituições.

“O design está mudando: de objetos industriais para design de serviços, design crítico ou design social”, observou Olivier Peyricot, diretora científica da Bienal de Saint-Etienne de 2017.

E sua empresa? E seu colaborador? E você? Está preparado para esse boom de criatividade?