Tudo que criamos é resultado de coisas que vivemos, experimentamos, ouvimos e vemos. A criação através do Design não é diferente. Toda nossa identidade criativa é influenciada pelos artistas que acompanhamos, peças que salvamos, posts que damos like e por aí vai…

Ter em mente quem e ‘o que’ nós levamos como referência é primordial no processo de consolidar o nosso processo criativo. É nessa análise que descobrimos como funciona a nossa própria cabeça na hora de criar. 

Como sabemos que estamos no caminho certo na busca e definição de referências? Existem pontos em que podemos nos atentar e assim seguir por uma linha criativa mais assertiva. 

 

Colecionador x Acumulador 

Segundo o livro “Roube como um artista” de Austin Kleon,  “Todo artista é um colecionador. Não um acumulador”. Mas o que realmente isso quer dizer? Ao pé da letra é: Existem dois tipos de pessoas: as que acumulam ideias sem nenhum critério e as que colecionam seletivamente ideias que somam de verdade em nosso fluxo de criação e nos dão insights valiosos.

Fazer parte do grupo de “colecionadores” é um exercício quase que diário. Toda nova criação é uma nova chance de melhorar nosso processo criativo. Saber selecionar ideias de forma coerente e original exige maturidade, percepção e cautela.

 

Mas como saber que não estou roubando uma ideia? 

Simples… Você está. E isso não é ruim, se você estiver agindo ou começar a agir do modo certo… Como dito anteriormente tudo que criamos é resultado de uma ou mais criações anteriores. Mas, é exatamente neste ponto que a diferença mora. 

Saber desconstruir, entender e “dissecar” nossas referências nos mostra muito sobre nós mesmos como criadores e sobre os criadores que nos inspiram. 

Entender quem são os artistas que inspiram os nossos artistas é um exercício interessante de pesquisa. Além de criarmos mais empatia com o processo criativo de quem nós nos inspiramos de quebra ganhamos novos artistas para admirar. 

 

Como aplicar uma pesquisa realmente eficaz ao meu processo criativo?

Primeiramente é necessário sermos íntimos do propósito de nossa demanda. Seja para quem for e o que for, nós devemos ter muito claro que tipo de mensagem queremos passar. Assim nós começamos  a ter uma noção de que linha visual combina mais com a mensagem do nosso “job”.

Fazer uma lista, pasta ou até mesmo rabiscos do que vier a nossa mente como referência e protótipo, com certeza, nos faz chegar ao resultado mais fácil e rápido. E como tudo na vida: a prática leva ao costume. Quando percebermos, estaremos produzindo muito mais e de uma maneira muito mais leve.

 

Produção leve e encantamento do cliente

Agora que nós já sabemos o “caminho das pedras” para gerar uma produção mais leve, fluida e rápida no dia a dia, com toda certeza humanizamos mais todo fluxo de nossa criação. Sendo assim, se aproximar e ser íntimo do fator humano do nosso job é muito mais fácil.

Esse processo de humanização do design garante que o encanto com o cliente final de nossa criação seja certeiro. É certo de que todas as suas futuras criações serão bem sucedidas no encanto de pessoas. 

 

Respeite seu processo e flua! 

Sabemos que lidar com prazos, pressão, bloqueios criativos não é uma tarefa fácil. Mas aplicando essas dicas acima em seu processo com certeza lhe trarão resultados satisfatórios e esses problemas citados anteriormente virão com muito menos frequência.

Se estabeleça como criador e a criação será certa. Respeite, melhore e conheça seu processo criativo. E acima de tudo, experimente novas tendências, estudos e métodos. E boa criação!

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