Em 2020 o cenário mundial sofreu uma grande mudança devido à pandemia que colocou o mundo em isolamento social.

Sabemos que o setor de eventos depende da aglomeração de pessoas para sobreviver. Em contrapartida, a quarentena ou lockdown é uma eficaz medida para conter a disseminação do coronavírus.

Sendo assim, esse segmento sofreu radicalmente. 

Segundo a redação do Sebrae: “Um dos setores mais prejudicados, sem dúvida, foi o de produção de eventos. Atingido diretamente pelas medidas de restrição que proíbem a realização de reuniões, festas, congressos e outros eventos públicos. Dados levantados pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), apontam que cerca de 95,4% do setor é composto por MEI, microempresas e empresas de pequeno porte, somando mais de 297 mil empresas.”

Com as recomendações da OMS, a indústria do entretenimento continuar ativa se tornou impossível, certo?

Errado! O marketing digital é movimento e mudança constante. Logo, não seria diferente para o Live Marketing.

Em um período tão difícil, é necessário transformação e adaptação. Algumas tecnologias, que já eram utilizadas em outros cenários, agora são o braço direito de produtoras de eventos e agências para se reinventarem nessa nova era. 

Do modo que o live marketing integrou-se com marketing digital, tornando-se o Live in Digital.

Live em tempo de Lives

Como apresentado em um blog post anterior, live marketing é sobre contato humano e emocionar o público. Mas, recentemente descobrimos que o digital pode, sim, ser um grande aliado enquanto passamos por uma situação tão atípica. 

Para suprir a necessidade social de unir pessoas com músicas e interações, os consumidores começaram a fazer videochamadas para reunir amigos e familiares para aproveitar o entretenimento online de forma espontânea.

Além disso, algumas ferramentas como cenários 3D em lives, são facetas para manter o ramo de eventos aquecido. O primordial quando falamos de ações feitas a partir do digital, é sempre prezar pela experiência e contato com o público. Temos exemplos de marcas que se aproximaram muito dos clientes, como as cervejarias.

Antes, o cliente ia ao entretenimento. Atualmente, na era da experiência, o entretenimento vai até o cliente. Além de alguns shows serem transmitidos em rede aberta, hoje contamos com o lazer online e em tempo real. 

Fazer o cliente se sentir parte dos planos futuros e das ações tomadas pelas empresas, faz total diferença no que vai significar o relacionamento e destino de muitas instituições depois da pandemia. 

É importante ressaltar que marcas que não se calarem em relação ao momento vivido mundialmente, que transmitem empatia com os compradores, colaboradores e seguidores, terão vida longa após a crise.

Segundo a WGSN, um dos maiores portais sobre tendências no mundo, criar conexões emocionais com os consumidores por meio das experiências, pode gerar lealdade ao longo da vida em um mundo pós pandemia.

Físico e digital, barreiras que se dissolvem

Vemos muitos exemplos de produtoras audiovisuais utilizando recursos on-line para não congelar clientes e produções. Um bom exemplo é o clipe “Largadão” da cantora Lexa, que foi gravado totalmente online. 

O cuidado e preocupação para evitar aglomerações se estende a grandes nomes do entretenimento, como cantores e atores. O importante aqui é: entender como a indústria é capaz de se reinventar e ter novos pontos de partida.

Originando-se do pressuposto que o live in digital é feito de momentos e, que estes passam rápido, a indústria não pode esperar a pandemia passar. É preciso agir imediatamente. Já era comum, mesmo com a possibilidade da presença física, o casamento entre ações online e offline. Pois, as redes sociais sempre foram grandes aliadas na divulgação orgânica.

Mas, se antes isso era opcional, agora é a melhor saída. 

Estudando o comportamento do consumidor, é viável que a experiência ainda seja o foco. Para realizar qualquer tipo de evento, festa ou show, os produtores estão se adaptando a nova era.

Isso está sendo realizado com a negociação de prazos e créditos com fornecedores, capacitando funcionários e aderindo novas tecnologias para posteriormente voltar ao mercado na melhor forma.

Em concordância com a Ana Clévia Guerreiro, analista de Competitividade do Sebrae, os empresários devem evitar o cancelamento remarcando os eventos. Pois, esse setor atua em cadeia, com muitas áreas envolvidas. Logo, um evento desmarcado impacta pelo menos 10 empresas.

Mesmo com todas as opções de levar as experiências de por meio do live in digital, é importante saber que mesmo com as redes sociais se reinventando, elas não substituem o contato físico que eventos presenciais proporcionam. 

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