Bem-vindo à idade dos sistemas. Em um mundo que está se tornando cada vez mais complexo, enfrentar desafios como sustentabilidade e desigualdade exigirá uma combinação poderosa de pensamento de design e pensamento sistêmico.

O design sistêmico é uma metodologia prática que combina elementos de pensamento sistêmico e design centrado no humano para desenvolver novos insumos e abordagens para problemas sistêmicos mais amplos fora da esfera criativa.

Vamos analisar brevemente,  como as abordagens estabelecidas pelo design podem impactar a mudança de novas maneiras dentro dos principais sistemas, como estruturas governamentais, empresas e processos de produção.

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SIMPLIFICANDO

A crescente complexidade do mundo moderno, da inovação na política a desafios globais como a sustentabilidade, exige novas abordagens para a solução de problemas.

Começamos a ver oportunidades de aplicar o projeto sistêmico para criar práticas de negócios e processos de produção mais sustentáveis.

“O design pode ajudar a simplificar e humanizar sistemas complexos”, escreveu Jon Kolko, fundador do Austin Center for Design, em um artigo de 2015 da Harvard Business Review.

As pessoas precisam de sistemas complexos para serem simples, intuitivos e prazerosos

Hoje, mais do que nunca, é necessário atualizar os modelos que determinam como vivemos – desde os produtos que consumimos até os resíduos que produzimos. Renovar os ciclos de consumo.

Em um mundo em rápida mudança, o design pode desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de estratégias alternativas sustentáveis, inclusivas e centradas no ser humano, porém, totalmente  funcionais e aplicáveis.

O BOM DESIGN

Adotando uma abordagem holística e centrada na sociedade, o projeto sistêmico pode permitir que as empresas adotem métodos dinâmicos de solução de problemas em direção à sustentabilidade em nível ambiental, social e econômico.

Estamos testemunhando o surgimento de ecossistemas autocontidos e cíclicos que devolvem o desperdício ao processo de produção ou o utilizam para criar algo novo.

A revista on-line criativa Dezeen organizou uma série de palestras intituladas “Bom design para um mundo ruim”. Os painéis temáticos discutiram as maneiras pelas quais os designers podem ativar soluções da vida real para questões contemporâneas.

Outro exemplo é o Design Commons. Um projeto colaborativo da plataforma de design sul-africana Design Indaba e da rede criativa e da associação World Design Weeks.

Lançada em Helsinque em 2017, a iniciativa consiste em um evento, de uma noite, no qual criativos, fabricantes e pensadores se reúnem para discutir e criar insumos práticos para tornar as cidades melhores centros para se viver e trabalhar.

As métricas de felicidade se tornarão uma medida chave de sucesso para empresas e governos, e um senso de lar e inclusão serão contribuintes vitais para isso.

Na tecnologia, veremos a descentralização e inovações emergentes, como blockchain, reconstruir a confiança entre marcas e consumidores.

A NOVA AUTENTICIDADE

Alegações de marcas em torno de áreas como bem-estar, sustentabilidade e colaboração estarão sob nova ótica, particularmente pelos consumidores da Geração Z – impulsionando a era ativista, e que buscam evidências sobre todo o ciclo de consumo.

Os clientes poderão verificar os valores de fato e qual a finalidade da marca  em todo o processo. Desde o conceito até a fabricação e o marketing. Isso será a nova construção de valor.

Novas certificações estão avançando para garantir a qualidade em todo o setor de bem-estar, que é particularmente propenso a reivindicações não validadas.

Com o objetivo de agregar valor em conjunto com os valores, a empresa americana FMCG, Brandless, vende produtos de marca própria, desde óleo de coco a tortilla chips, por US $ 3 cada.

Seus produtos alimentícios são não-OGM, e muitas vezes orgânicos, sem glúten ou vegan em formulação. Apoiada por investimentos de US $ 292 milhões, a marca on-line realizou recentemente seu primeiro pop-up em Nova York, chamado de “Pop-up com Propósito”, e está gerando agitação em torno de sua nova abordagem à autenticidade.

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A mensagem-chave para 2020/2021 é que a próxima década anuncia uma era de sistemas: tanto o pensamento sistêmico quanto a mudança do design focado no ciclo do produto.

Basta saber de qual lado sua empresa vai estar. E começar a agir.

Fonte: WGSN