VAREJO DE LUXO

O varejo de luxo será repaginado a partir de 2019. O foco em interações digitais devem incentivar a visita às lojas e trazer um elemento digital aos espaços físicos das marcas.

Além disso, estratégias focadas no lançamento de edições limitadas, como uma ferramenta para movimentar o mercado, chegam com tudo.

EXPERIÊNCIAS DIGITAIS

Em outubro de 2018, a coleção da Moncler em parceria com Craig Green foi lançada em Tóquio. Isso foi parte de um projeto maior da marca chamado “Genius”, um modelo de negócios e de comunicação focado em lançamentos mensais.

“A realidade aumentada tem sido uma ferramenta de interação com os clientes nas lojas”, disse Moncler em conversa com a WGSN.

“No evento da coleção Moncler Craig Green em Tóquio, as vitrines da loja trouxeram uma imagem da coleção, que ganhava vida com a realidade aumentada.”

Considere fazer parcerias que ajudam a explorar os limites entre as experiências digitais e físicas. Aplicativos como o Frenzy, da Shopify, são projetados para facilitar a compra dos lançamentos, com dados de entrega e pagamentos já armazenados/salvos antes da compra.

A “dropzone” do Frenzy reproduz a ideia de comunidade sem a fila física, fazendo com que os lançamentos estejam disponíveis para compra em determinadas localidades.

O aumento de consumidores usando os seus celulares para interagirem com produtos nas lojas físicas são oportunidades para as marcas.

Introduzir alguns elementos tecnológicos em lojas físicas pode funcionar como uma forma criativa e conquistar a atenção do consumidor enquanto eles esperam pelo novo produto.

Em especial, a realidade estendida (XR, extended reality) abre espaço para aprimorar ainda mais a experiência do consumidor.

CONSTRUÇÃO DO PREÇO

Apostar na estética da streetwear pode garantir sucesso temporário, mas isso tem o potencial de impactar a tradição de uma grife de luxo e afastar os seus clientes tradicionais e fiéis que gastam bastante.

A implementação da “cultura de lançamentos de edição limitada” pode criar uma construção de preço que atinge mais consumidores, atraindo um público mais jovem movido pelo hype sem ofender os clientes tradicionais.

Em novembro de 2017, o CEO da Burberry Marco Gobbetti revelou planos de elevar o status da marca para o patamar hiper premium.

A coleção de estreia de Ricardo Tisci estava alinhada com essa ideia: conservadora e livre de influenciadores.

O anúncio de lançamentos mensais de produtos com preços mais baixos pode parecer contrário a esta proposta, mas se torna uma ferramenta para aumentar os preços das mercadorias mais caras.

MARCAS  NÃO-ENDÊMICAS

As marcas de fora do mercado de luxo estão usando o sucesso da cultura dos lançamentos de edição limitada como uma ferramenta de marketing, pois é uma forma de atrair e se conectar com o consumidor que é impulsionado pelo hype.

Para comemorar o seu aniversário de 75 anos na Holanda, a IKEA anunciou um lançamento de edição limitada de camisetas no Instagram, disponível exclusivamente nas lojas holandesas.

Apostando na cultura dos memes e no sucesso da tendência de moda hi-lo, a camiseta irônica da IKEA cria um hype com bom custo-benefício para a marca.

Com preços baixos (menos de 10 euros por uma camiseta), esta tática não é para impulsionar vendas. É simplesmente uma maneira criativa de baixo risco e grande impacto para promover a marca.

As marcas não-endêmicas também estão usando os lançamentos para incentivar o download de aplicativos e o engajamento nas redes sociais.

A marca de fast-food Shake Shack usou o seu aplicativo para lançar itens exclusivos e oportunos para o momento.

Uma edição limitada do milkshake arco-íris junto com outras mercadorias complementares foram lançadas para coincidir com a Parada Gay em junho de 2018 e podiam ser desbloqueadas pelo seu aplicativo.

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